5 maiores desafios do uso de Big Data

Lidar com uma vasta quantidade de dados gerados em alta velocidade diariamente é um dos maiores desafios atuais do Big Data. Capturar, processar e analisar essas informações pode sobrecarregar infraestruturas de processamento tradicionais, levando a conclusões equivocadas ou incorretas.

Manter esses dados protegidos também é uma tarefa complexa, pois exige profissionais qualificados nas organizações. Enfrentar esses desafios exige uma combinação de tecnologia, estratégia, investimento e talento humano especializado. Dessa forma, vemos que incorporar uma cultura orientada a dados em uma organização pode ser desafiador.

Veja abaixo os maiores desafios do uso do Big Data e algumas oportunidades relacionadas ao tema!

1. Analisar e integrar dados diariamente nas empresas 

As empresas enfrentam desafios crescentes na identificação precisa de seus dados. O problema ocorre também em determinar abordagens mais eficazes para sua utilização em outras finalidades desde a compreensão dos padrões de comportamento dos consumidores até o embasamento de processos decisórios estratégicos.

Além disso, a habilidade de selecionar criteriosamente os elementos a serem analisados, bem como de identificar as questões que demandam respostas, desempenha um papel crucial. É essencial ter clareza sobre os objetivos almejados com a análise e curadoria dos dados, ou seja, aprimorar a destreza analítica de mãos dadas com as estratégias empresariais.

A boa notícia é que as empresas já estão se preparando para esse novo cenário, adquirindo um repertório mais amplo de ferramentas e conhecimentos para estruturar, organizar e interpretar dados — convertendo-os em insights valiosos. Dessa forma, estarão melhor posicionadas para conquistar competitividade e vantagens diferenciadas no mercado.

2. Entender que Big Data exige uma infraestrutura de TI adequada 

Atualmente, mesmo com a transformação digital, apenas algumas empresas possuem a tecnologia necessária para lidar eficazmente com o Big Data. Adicionalmente, a transformação de mentalidade, tanto por parte das equipes de TI quanto dos líderes executivos, apresenta-se como um desafio significativo a ser enfrentado para mudar esse cenário.

No âmbito da infraestrutura de TI, especialmente em relação às ferramentas empregadas, torna-se indispensável o monitoramento dos data centers, bem como a implementação de bancos de dados de alta performance, capazes de armazenar e viabilizar o gerenciamento do grande fluxo de informações. 

A proteção destes dados também demanda cuidado, incluindo a aplicação de firewalls, mecanismos de controle de acesso e adoção de políticas alinhadas com essa nova realidade da empresa.

Ainda nesta perspectiva, a adoção de soluções e serviços fundamentados na computação em nuvem (Cloud Computing) pode se revelar uma abordagem não apenas mais simplificada, mas também mais econômica, se compararmos à aquisição e gestão convencionais de ferramentas. 

Isso ocorre pois, ao negligenciar a estratégia de virtualização oferecida pela nuvem, a tarefa de manter-se atualizado pode resultar em custos substancialmente mais elevados e requerer um investimento de tempo consideravelmente maior.

Cloud BackUp

3. Gerar insights a partir do Big Data: as mudanças precisam de um tempo hábil

No contexto da dinâmica empresarial envolvendo o Big Data, a agilidade na implementação de mudanças com base nos insights derivados da análise de dados torna-se crucial. Assim como a captação e a mineração de vastas quantidades de informações podem ocorrer em questão de segundos, gerando percepções valiosas para a empresa, a capacidade de agir com a mesma celeridade também é essencial. 

Aqui, o verdadeiro desafio reside em sincronizar a velocidade das decisões, com o vasto volume de informações resultante da estruturação e análise da grande quantidade de dados gerados.

4. Lidar com Big Data exige parceria e também colaboração

A colaboração entre a equipe de TI e os executivos de negócios não é apenas um desdobramento da adoção do Big Data, mas sim uma estratégia que está intensificando progressivamente esse vínculo. De um lado, encontram-se os especialistas detentores do conhecimento técnico; do outro, os indivíduos responsáveis por embasar decisões precisas com respostas fundamentadas em dados.

Além disso, a colaboração revela-se essencial quando consideramos as alianças estabelecidas com fornecedores de ferramentas e serviços que oferecem suporte na abordagem de dados desestruturados. Os mesmos abrangem desde a busca por consultorias especializadas, até a possibilidade de envolver cientistas dedicados a essa nova dimensão da realidade empresarial.

5. Big Data exige mão de obra cada vez mais especializada

Uma questão conhecida globalmente é a carência de mão de obra qualificada para lidar com análise de dados. Essa situação também se coloca como um desafio para as empresas do Brasil. Reunir habilidades que englobam conhecimento em matemática, estatística e linguagem de programação tem se mostrado uma empreitada complexa para as organizações no país. 

Conforme enfatizado por Eduardo Prado, especialista em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), em uma entrevista ao portal Convergência Digital, o mesmo indica a sugestão de que o governo talvez deva intensificar seu papel no fomento de pesquisas nesse domínio.

O que o Big Data pode trazer de oportunidade para o seu negócio?

Para alcançar um impacto positivo máximo nos negócios, a gestão do Big Data exige uma cuidadosa integração de pessoas, processos e ferramentas analíticas. Dentre os benefícios empresariais potenciais derivados da implementação de uma metodologia eficiente, destacam-se:

Insights e ideias assertivos retirados das vastas quantidades de dados: isto inclui aqueles já armazenados em bancos de informações da empresa, a partir de fontes externas de terceiros, da Internet, mídias sociais e sensores remotos;

Monitoramento em tempo real: incluindo também a previsão de eventos que afetam tanto o desempenho do negócio quanto a operação em si;

Multicapacidade: englobando a capacidade de encontrar, adquirir, extrair, manipular, analisar, conectar e visualizar dados com ferramentas como BI, CRM, entre outras;

Identificação de informações significativas: dados que podem melhorar a qualidade das decisões estratégicas e táticas;

Mitigação dos riscos: otimizando as decisões complexas de eventos não planejados mais rapidamente;

Análise e interpretação dos comportamentos: analisando padrões de consumidores e da concorrência para gerar produtos e serviços mais competitivos e lucrativos;

Ampliação do conhecimento: tanto do próprio negócio quanto do mercado (oportunidades, concorrência etc.) a partir dos dados;

Melhorias nas vendas e retenção de clientes: conseguidos pela capacidade de se antecipar e gerar soluções e melhorar o relacionamento;

Mais segurança da informação: a partir da visualização mais eficiente dos dados e identificação de tentativas de fraudes;

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GEM

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