Zero Trust: o que é, como funciona e vantagens para sua empresa

O time de cibersegurança da sua empresa é um dos que partem da premissa que a organização é suscetível a ataques cibernéticos? Bem, apenas em 2022, os brasileiros sofreram com 103 bilhões de tentativas e ameaças de ataques cibernéticos, segundo levantamento da empresa de segurança cibernética Fortinet. Então não é à toa que muitos líderes têm investido no conceito de Zero Trust. Você já ouviu falar?

Se esse é o seu caso, convidamos você a continuar a leitura deste conteúdo. Nele, te apresentamos o conceito de Zero Trust, quais as principais vantagens desse modelo e mais! Continue a leitura e confira!

O que é Zero Trust?

Zero Trust é um modelo de segurança cibernética que se baseia na premissa de que as organizações não devem confiar automaticamente em nenhum usuário, dispositivo ou sistema, mesmo se estiverem dentro de sua rede. Em vez disso, o Zero Trust promove a verificação rigorosa e a autenticação contínua de todos os usuários e dispositivos, independentemente de sua localização e da rede que estão usando.

O conceito foi popularizado pelo Forrester Research, uma empresa de pesquisa e consultoria, e a ideia-chave é que a confiança nunca deve ser concedida implicitamente com base apenas na localização física ou na presença em uma rede. Em vez disso, a confiança é estabelecida com base em verificações contínuas de identidade, contexto e autenticação.

Alguns dos princípios do Zero Trust incluem:

  1. Verificação contínua de identidade e autenticação: os usuários e dispositivos são continuamente autenticados e autorizados com base em políticas específicas, não apenas na entrada inicial.
  2. Princípio do menor privilégio: os usuários e dispositivos só têm acesso às informações e recursos necessários para realizar suas funções, minimizando os privilégios.
  3. Microsegmentação: a rede é dividida em segmentos menores para limitar o acesso dos usuários e dispositivos apenas às partes da rede que são necessárias para suas funções.
  4. Isolamento de recursos sensíveis: os recursos mais críticos e sensíveis são isolados e protegidos com controles de segurança adicionais.
  5. Visibilidade e monitoramento contínuo: o tráfego da rede é monitorado constantemente para identificar atividades suspeitas ou comportamentos anômalos, permitindo a detecção rápida de ameaças.
  6. Controle de acesso baseado em políticas: as políticas de acesso são definidas e aplicadas com base em vários fatores, incluindo identidade, localização, tipo de dispositivo e contexto da solicitação.

O modelo Zero Trust como estratégia de segurança

O modelo Zero Trust é uma estratégia de segurança cibernética essencial, porque conversa com as limitações das abordagens de segurança tradicionais, reconhecendo a natureza dinâmica e complexa das ameaças cibernéticas atuais.

Nesse cenário, o Zero Trust se apresenta como uma estratégia fundamental de segurança para empresas de todos os portes e segmentos, pois realça aspectos como:

1- Mudança no paradigma de segurança

As abordagens de segurança tradicionais geralmente se baseiam na ideia de “confiança, mas verificação“, presumindo que os usuários e dispositivos dentro da rede são confiáveis. No entanto, a realidade atual é que as ameaças podem surgir tanto de dentro quanto de fora da rede.

O Zero Trust inverte essa abordagem, adotando o princípio “não confie, sempre verifique“, onde a confiança é ganha por meio de verificações contínuas e rigorosas, independentemente da localização ou origem da solicitação.

2- Maior complexidade e diversidade de ambientes

Com a ascensão da computação em nuvem, dispositivos móveis e trabalho remoto, os ambientes de TI se tornaram mais diversificados e complexos. O Zero Trust se adapta a essa realidade ao fornecer uma estratégia de segurança que pode ser aplicada de maneira consistente em ambientes heterogêneos, protegendo os ativos de TI, independentemente de onde estão hospedados ou acessados.

3- Evolução das ameaças cibernéticas

As ameaças cibernéticas estão em constante evolução, e os invasores estão cada vez mais sofisticados. O Zero Trust reconhece que as ameaças podem surgir a qualquer momento e de várias formas, portanto, é essencial adotar uma postura de segurança que esteja sempre vigilante e pronta para se adaptar a novas ameaças.

4- Minimização de riscos e danos

Ao adotar uma abordagem baseada em Zero Trust, as organizações podem minimizar os riscos e danos associados a violações de segurança, pois cada acesso e transação são cuidadosamente verificados, permitindo a detecção precoce de atividades maliciosas e a implementação de medidas corretivas imediatas.

5- Conformidade com regulamentações de privacidade e segurança

Em muitas jurisdições, existem regulamentações rigorosas relacionadas à privacidade e segurança dos dados. O modelo Zero Trust oferece uma maneira eficaz de cumprir essas regulamentações, garantindo um controle granular e monitoramento contínuo de quem tem acesso a dados sensíveis.

Quais as principais vantagens desse modelo?

O modelo Zero Trust oferece várias vantagens significativas em relação às abordagens tradicionais de segurança cibernética, proporcionando uma proteção mais robusta e adaptável contra as ameaças atuais e emergentes.

Dentre eles estão:

Redução de riscos e minimização de danos

Ao adotar uma postura “não confie, sempre verifique“, o Zero Trust ajuda a minimizar os riscos ao restringir o acesso apenas ao que é necessário para a execução de funções específicas. Isso reduz a superfície de ataque e, consequentemente, minimiza os danos em caso de violação.

Maior segurança na era da mobilidade e nuvem

Com a mobilidade e a computação em nuvem sendo cada vez mais predominantes, o Zero Trust se adapta facilmente a esses ambientes, garantindo que a segurança seja aplicada de maneira consistente, independentemente da localização do usuário ou dos recursos acessados.

Proteção aprimorada para ativos sensíveis

O modelo Zero Trust permite a segmentação de rede de forma granular, garantindo que os ativos e dados mais sensíveis sejam isolados e protegidos com controles de segurança robustos, como criptografia e autenticação multifator.

Conformidade com regulamentações de segurança e privacidade

Ao estabelecer controles de segurança e acesso com base em políticas estritas, o modelo Zero Trust ajuda as organizações a cumprir as regulamentações de privacidade e segurança, fornecendo uma abordagem estruturada para o controle e proteção dos dados.

Conclusão

O Zero Trust é uma resposta ao cenário de ameaças em evolução, onde os perímetros de segurança tradicionais se tornaram cada vez mais incertos devido a fatores como o trabalho remoto, computação em nuvem e a multiplicação do uso de dispositivos móveis em ambientes corporativos. 

Ao adotar esse modelo, as organizações pretendem melhorar a sua postura de segurança, assumindo que as ameaças podem ter origem em qualquer fonte e implementando controles para mitigar estes riscos em todos os níveis das suas redes e sistemas.

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